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Carlos Eugênio de Andrade Guimarães

Publicado: Quinta, 23 de Mai de 2024, 00h00 | Última atualização em Sexta, 26 de Abril de 2024, 10h30 | Acessos: 148

Nasceu na província do Rio de Janeiro, em 5 de setembro de 1851. Era filho de José da Silva Guimarães e Joana Pereira de Andrade Guimarães. Seu irmão, o general Artur Oscar de Andrade Guimarães, comandou a quarta expedição do Exército na Guerra de Canudos, em 1897. Em 1866, ingressou na Escola Militar, onde cursou engenharia militar, formando-se ainda bacharel em matemática e ciências físicas. Participou da Guerra do Paraguai (1864-1870), entre os anos de 1868 e 1870, tendo sido condecorado. Em sua carreira militar foi segundo-tenente (1871), primeiro-tenente (1873), capitão (1875), major (1880), tenente-coronel (1890), coronel (1891), general de brigada (1895), general de divisão (1902) e marechal (1911). Integrou o Corpo de Engenheiros Militares e assumiu o posto de diretor-geral de Obras Militares(1896). Em 1901, dirigiu o Serviço de Engenharia e Comunicações do Exército e, em 1907, assumiu o comando da Escola Militar do Brasil e do 6º Distrito Militar. Em 1897, sob comando do general de brigada Artur Oscar de Andrade Guimarães, seu irmão, participou da quarta expedição contra a revolta liderada pelo líder religioso Antônio Conselheiro, no vilarejo de Canudos, interior da Bahia, que já vencera três expedições militares do governo federal. No comando da segunda coluna, integrou as ações que derrotaram Conselheiro e seus seguidores, em outubro de 1897, ao lado do marechal Carlos Machado Bittencourt, ministro da Guerra, numa ação sangrenta em que as tropas militares foram acusadas de executarem prisioneiros, mulheres e crianças, o que suscitou uma intensa campanha de denúncia. Foi ministro do Superior Tribunal Militar (STM), de 1908 a 1919. No governo do presidente Nilo Peçanha (1909-1910), após a morte de Afonso Pena, foi nomeado ministro da Guerra por um curto período. Em sua gestão foram aprovados os regulamentos do Laboratório Químico Farmacêutico Militar; da instrução e serviço interno dos corpos do Exército e da Divisão de Fundos, da Secretaria de Estado da Guerra, ato que também previa a criação das caixas militares. Foi condecorado com a medalha geral e a medalha de ouro, por sua atuação na Guerra do Paraguai. Morreu no Rio de Janeiro, em 16 de novembro de 1920.

 

Daniela Hoffbauer
Ago. 2023

 

Bibliografia

FAUSTO, Boris. História do Brasil. 13. ed. São Paulo: Edusp, 2010.

GUIMARÃES, Carlos Eugênio de Andrade. In: ABREU, Alzira Alves de (coord.). Dicionário histórico-biográfico da Primeira República (1889-1930). Rio de Janeiro: Editora FGV. Disponível em: https://rb.gy/2e10s. Acesso em: 10 ago. 2023.  

PONDÉ, Francisco de Paula e Azevedo. Organização e administração do Ministério do Exército. Brasília: Enap; Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1994. (História Administrativa do Brasil, v. 37).

SUPREMO TRIBUNAL MILITAR. Biografia dos ministros. Marechal Carlos Eugênio de Andrade Guimarães. Disponível em: https://shre.ink/r1ZL.  Acesso em: 12 mar. 2024.

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